Brasil diz não ao arroz transgênico

Brasil diz não ao arroz transgênico

08/02/2017

Bayer recua e retira o pedido de liberação do arroz transgênico. Pelo menos por enquanto, o tradicional arroz com feijão do brasileiro está a salvo.
A Bayer CropScience retirou o pedido de plantio e venda do arroz transgênico Liberty Link (LL62) à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Com isso, fica suspensa, pelo menos por enquanto, a entrada da variedade geneticamente modificada no mercado brasileiro. O anúncio da decisão ocorreu oficialmente em 24 de junho durante a plenária da CTNBio, a ser realizada em Brasília.
Há mais de 15 meses em pauta, a liberação do arroz transgênico LL62 é um pedido da Bayer, empresa química alemã que produz farmacêuticos, agrotóxicos e sementes transgênicas, entre outros. Se fosse aprovado, o Brasil seria o primeiro país do mundo a produzir e consumir arroz transgênico.
Tentar empurrar uma variedade transgênica goela abaixo do brasileiro é um desrespeito. Ninguém quer esse arroz, afirma Iran Magno, coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace Brasil. Até hoje não foram apresentados estudos que garantam a segurança da saúde humana, da biodiversidade e do ambiente com a introdução dessa variedade.
A Bayer divulgou em seu site uma nota esclarecendo a retirada. Alegou a ?necessidade de ampliar o diálogo com os principais integrantes da cadeia de produção no Brasil?.

Fonte: Greenpeace Brasil

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